Florianópolis sempre pareceu um cenário exageradamente bonito para dias tão cansativos. O mar surgia entre compromissos, sorrisos corporativos e o peso de um trabalho que nunca terminava com o evento. Eu acompanhava meu chefe, registrava momentos e editava vídeos madrugada adentro no quarto do hotel, enquanto a cidade respirava lá fora.
?Já passava das duas da manhã quando o celular vibrou: uma curtida em um story simples sobre o meu pouso na cidade. Quando vi o nome, senti o corpo reagir antes do pensamento. Era Élise, a conselheira mais linda da empresa. Respondi no impulso. Conversamos pouco, educados demais para o horário, mas íntimos demais para não deixar rastros. Aquela noite terminou comigo encarando o teto, imaginando o proibido.
?No dia seguinte, entre um painel e outro, nossos olhares se cruzaram. Não eram iguais: o dela demorava, o meu fugia e voltava. Em certo momento, precisei chamá-la para uma foto. Ela veio sorrindo, elegante, perto demais. Quando se afastou, deixou no ar algo que não era uma despedida.
?O happy hour veio com música e álcool. Procurei Élise na multidão, mas só a encontrei mais tarde, em um bar chamado Cabaré. A luz era baixa e o pagode preenchia os espaços vazios. Meio embriagado, apenas a cumprimentei. Ela sorriu e, pouco depois, desapareceu outra vez.
?A chuva caiu pesada naquela noite, apagando as luzes de todo o quarteirão. Foi sob o temporal que vi o story dela. Respondi na hora; ela também. Conversamos como quem já havia decidido tudo em silêncio. Perguntei onde terminar a noite. Ela disse que estava em casa. Sugeri vinho. Ela hesitou, mas o desejo avançava entre as palavras até que a localização finalmente chegou.
?Quando cheguei, ela desceu para me buscar. Shortinho claro, casaco leve e um perfume que se misturava ao cheiro da chuva. Entrei no carro e não houve conversa. O beijo veio urgente e quente, guardado há dias. Minhas mãos encontraram suas pernas e sua pele respondeu instantaneamente. Ela dirigiu poucos metros, estacionou na garagem e se lançou sobre mim, sussurrando que não aguentava mais.
?Subimos. Ela avisou sobre a amiga no quarto ao lado; precisaríamos de silêncio. As roupas foram ficando pelo caminho. O quarto tinha luz baixa e respirações contidas. O barulho da chuva lá fora mascarava nossos gemidos abafados e os desejos que finalmente encontravam espaço.
?Com Élise, tudo era urgência e cuidado. Beijos longos, mãos que exploravam com fome. O silêncio tornava tudo mais intenso. Ela me deitou na cama, subiu sobre mim e desceu a boca lentamente pelo meu corpo até encontrar o que queria. Ela me sugava com vontade, enquanto eu sentia sua intimidade úmida e quente contra minhas pernas. Quando o prazer começou a subir, precisei retribuir.
?Virei-a de costas, abri suas pernas e a explorei com a língua. Ela repetia "delícia" em um sussurro rouco. Posicionei-me e fui penetrando com o meu pau lentamente, sentindo o aperto de seu corpo, aumentando a velocidade até a cama começar a ranger. Para manter o segredo, fomos para o chão. Ela sentou sobre mim, subindo e descendo com força, os olhos fixos nos meus. Depois, ficou de quatro; a visão daquela bunda perfeita era tudo o que eu precisava. Meti forte, sentindo cada centímetro dela, até que terminamos de lado, em um ritmo frenético, enquanto eu gozava nela inteira.
?Naquela noite, Florianópolis deixou de ser apenas um cenário. Tornou-se uma memória gravada na pele, no gosto dos beijos e no silêncio cúmplice de quem sabia que, dali em diante, nada seria igual.